Bolsa busca reação após registrar oito pregões de baixa nas últimas dez sessões. Ontem, o Ibovespa cedeu 0,21%, aos 168.668 pontos, recuando à menor pontuação desde 20 de janeiro. A variação negativa desde o pico, atingido em 14 de abril, é de 15%.
No exterior, petróleo foi negociado em baixa. O contrato futuro com vencimento em agosto para o barril do tipo Brent recuou 2,97%, cotado a US$ 91,45. O petróleo WTI para julho fechou em queda de 3,4%, a US$ 88,20 o barril.
Estados Unidos sinalizam reabertura do trânsito de petroleiros na costa iraniana. Donald Trump afirmou que o Estreito de Hormuz pode ser liberado em dois ou três dias se um acordo de paz com o Irã for assinado. A rota é importante para o mercado global de petróleo — antes da guerra, por ali passavam cerca de 20% do fornecimento diário da commodity.
Incertezas econômicas e políticas prejudicam fluxo de recursos para Bolsas. O impacto do petróleo sobre os índices de preços pode levar à interrupção da queda dos juros nos países, apontam economistas. Isso vale para Brasil e Estados Unidos, cujos bancos centrais reúnem os comitês de política monetária semana que vem.
Há espaço para o Ibovespa recuperar parte das perdas recentes, mas a Bolsa precisa da volta do fluxo de recursos estrangeiros.
Alvaro Bandeira, economista


