Bancos querem juro maior para dar fiança a empréstimo que salva BRB

By
2 Min Read
Sede do banco BRB, em Brasília Imagem: Adriano Machado/Reuters

Até o momento, XP e ABC manifestaram interesse em aderir ao grupo —mesmo tendo como certa parte das receitas do FPE (Fundo de Participação de Estados) e FPM (Fundos de Participação de Municípios) a que o governo do Distrito Federal tem direito.

Dois são os entraves para que mais instituições ingressem no consórcio que terá de dar uma fiança de R$ 5 bilhões, valor do empréstimo previamente acertado com o FGC. No entanto, o BRB terá de receber até R$ 6,6 bilhões em dinheiro novo de seu controlador, o governo do Distrito Federal.

O primeiro é a taxa de juros que incidirá sobre as garantias. Para ingressar no consórcio, os bancos querem ao menos 4% ao ano, enquanto o BRB propõe algo entre 2% e 3%. As negociações recomeçam na próxima semana.

O segundo impasse já foi contornado com o envio de um projeto de lei para a Câmara Legislativa do Distrito Federal para garantir que não haverá qualquer óbice ao uso desse dinheiro pelos bancos se o BRB deixar de pagar alguma parcela do empréstimo ao FGC.

As garantias a serem dadas pelos bancos ficarão atreladas aos fundos de participações por 15 anos, prazo previsto para o pagamento do empréstimo a ser tomado no FGC.

A expectativa da governadora Celina Leão (PP) é de que Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Santander e BTG participem do consórcio garantidor.

FONTE UOL

Share This Article