Em fevereiro, o UOL revelou que Hamilton Amadeo, então presidente do conselho de administração da Copasa, havia sido o principal delator em um acordo de leniência da Aegea, empresa de saneamento que era cotada para se tornar a controladora da empresa privatizada. Leia aqui.
Amadeo, que foi CEO da Aegea por nove anos, admitiu em sua delação que ele pessoalmente autorizava pagamentos ilegais a políticos. No mesmo dia em que os detalhes vieram a público, Amadeo renunciou ao cargo de chairman da Copasa.
A saída foi interpretada como uma tentativa de retirar um foco de desgaste político e reputacional do processo conduzido pelo governador Romeu Zema (Novo), cuja modelagem havia sido aprovada pela Assembleia Legislativa em dezembro de 2025 e sancionada em janeiro de 2026.
Sabesp já havia caído fora
Outro revés do processo foi a desistência da Sabesp. Segundo o Brazil Journal, a companhia paulista decidiu ficar fora da disputa porque, em sua avaliação, “a conta não fechou”.
A Sabesp, que tem a Equatorial como investidor de referência desde sua própria privatização, considerou a Copasa cara diante dos riscos do modelo, das incertezas contratuais com municípios e, sobretudo, do cenário político em Minas Gerais.


