Dólar sobe a R$ 5,02, e Bolsa cai com notícias da guerra e mudança no Fed

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Política nacional também influencia o mercado de câmbio. O dólar vinha em tendência firme de baixa desde 13 de março, recuando de R$ 5,31 para R$ 4,89, quando mudou de direção após reportagens do Intercept revelarem a relação entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso após investigações por crimes financeiros que levaram à liquidação do Banco Master pelo Banco Central.

Ibovespa caiu. Em queda desde a abertura, o principal índice brasileiro de ações recuou 0,81%, aos 176.209 pontos.

Bolsa brasileira sofre com a diminuição da entrada de dinheiro estrangeiro. Ao longo da semana, o Ibovespa chegou a recuar para o menor patamar em quatro meses. Depois de atingir R$ 60 bilhões no ano até o dia 15 de abril e alimentar a onda de compras de ações que levaram o indicador a bater recorde de pontuação próxima a 200 mil pontos, o fluxo de capital estrangeiro passou a ser negativo, com saídas de R$ 22 bilhões em quatro semanas.

Alta dos juros nos EUA redireciona fluxo de capital internacional. O aumento da inflação americana alimentou apostas de que o Fed (Federal Reserve), banco central dos Estados Unidos, tenha de manter os juros elevados por mais tempo. Esse ambiente provocou a alta do rendimento das Treasuries, os títulos do governo americano, favorecendo aplicações lá em detrimento de investimentos em países que vinham recebendo recursos de aplicadores de lá, caso do Brasil.

Quando os yields [taxas de rendimento] sobem, historicamente o fluxo de capital estrangeiro para ativos brasileiros se retrai, porque o investidor global passa a exigir um prêmio maior para correr o risco emergente.
André Matos, CEO da MA7 Negócios

Petróleo mais caro

Petróleo registrou leve alta. O contrato para julho do barril de petróleo tipo Brent, referência internacional, fechou cotado a US$ 103,54, alta de 0,94%. Já o petróleo WTI para julho, referência nos EUA, terminou o dia negociado a US$ 96,60 o barril, alta de 0,26%.

FONTE UOL

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